Polícia Civil prende casal que matou homem em Natal

Bruno Araújo da Costa

Vítima foi morta no sábado (28) e prisão aconteceu em menos de 24 horas

Uma equipe da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) conseguiu prender em flagrante, na manhã deste domingo (29), Bruno Araújo da Costa,22 anos conhecido como Bruninho, e sua namorada Miquelha Borges da Silva, 19 anos. Eles são suspeitos de terem atirado em Francisco Eduardo da Silva Malaquias, por volta das 17h00 do último sábado (28). A vítima faleceu na noite do sábado, em decorrência dos disparos.

Miquelha Borges da Silva

A vítima foi atingida por disparos de arma de fogo, quando estava na esquina da travessa Marcílio Dias com a rua São Pedro, no bairro de Igapó, acompanhada por sua mãe, sua namorada e um amigo. Francisco Eduardo ainda chegou a ser levado até o Hospital Santa Catarina, mas não resistiu aos ferimentos. “Logo após a morte da vítima, uma equipe da DHPP dirigiu-se até o hospital e começou a realizar a investigação de uma forma extremamente rápida, o que conduziu a efetivação da prisão em um prazo tão curto. O delegado Luciano Costa, o qual conduziu esta investigação e identificação dos suspeitos, recebeu o caso na noite de sábado, durante o plantão e não mediu esforços para ficar todo o domingo dedicado a elucidar este homicídio”, destacou o diretor da DHPP, Ben-Hur Medeiros.

“Para elucidação desse crime nossa equipe de investigação contou com a colaboração do soldado Figueiredo da Polícia Militar, que descobriu que o autor dos disparos usava tornozeleira eletrônica, e diligenciou junto ao sistema prisional para identificar o suspeito. Com base nas informações chegamos a pessoa de Bruninho, que cumpre pena no sistema semiaberto, chegou ao local do crime pilotando a moto e levando consigo sua namorada. Que ao abordar a vítima, Bruninho teria questionado se Francisco Eduardo fazia parte de alguma facção criminosa e que logo após a pergunta, começou a disparar os tiros à queima-roupa. De forma preliminar, acreditamos que a vítima foi atingida por pelo ou menos quatro disparos. Um dos disparos também atingiu um dos pés de Nailson da Silva Lima, amigo da vítima fatal”, detalhou o delegado da DHPP responsável pelo caso, Luciano Costa Chaves de Almeida.

Com base na investigação, a Polícia Civil descobriu que o casal, suspeito pelo crime, estava em residência no bairro Vale Dourado. No local, os policiais civis encontraram a motocicleta que teria sido usada no momento do crime. Uma equipe de policiais civis comandada pela delegada Jamile Alvarenga foi até a casa da mãe de Bruninho, localizada no bairro de Igapó e lá chegando encontrou um revólver calibre 38, com numeração adulterada, carregado com seis projéteis intactos. Bruno Araújo e namorada Miquelha Borges foram conduzidos e presos em flagrante pelo crime de homicídio e tentativa de homicídio.

Em áudio que vaza na internet, capitão Styvenson achincalha polícia civil e policia Militar do RN e causa revolta

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Um áudio cuja autoria está sendo atribuída ao capitão Styvenson Valentim, coordenador da Lei Seca no Rio Grande do Norte. Na gravação, que vazou para as redes sociais, o militar achincalha com a Policia Civil do Rio Grande do Norte, externando todo o desprezo que aparentemente nutre pela corporação, tradicional aliada da Polícia Militar, instituição da qual faz parte.

Nem mesmo a própria PM escapou de ser alvo da retórica egocentrista do militar, que diz que os bons resultados da Operação Lei Seca é decorrente tão somente do seu trabalho pessoal. “O policiamento que eu faço depende de mim e só de mim mesmo, por isso é coisa bem feita. Não sou vinculado a CPRN, não sou vinculado a Policia Militar e Detran. As coisas que eu faço não é por instituição não.  É por mim mesmo”, assinala.

Valentim, que chega a taxar o Brasil de “País de merda”, diz que “o policial civil ganha muito bem para não fazer e um delegado ganha R$ 23 mil para não fazer nada”. Ele complementa afirmando que os “delegados acham que têm poder sobrenatural para não fazer nada”. O capitão afirma ainda que já denunciou as delegacias que não querem trabalhar por “preguiça”.

As declarações do policial militar, conhecido por gostar de se projetar diante dos holofotes da mídia, repercutiram de imediato, fazendo com que surgissem nos grupos de whatsapp novos áudios sobre o assunto. Em um deles, um provável policial civil sediado na região Oeste do estado, diz que Valentim quer aparecer e retruca: “mande ele vim aqui para região do Alto Oeste combater bandido e assaltante de banco, pois prender bêbado dirigindo é fácil demais. Agora querer aparecer na mídia e ficar conversando M… ele sabe. Mande ele vim para cá para ver como a gente trabalha”, diz o áudio.

Em um outro áudio que circula na internet, um suposto tenente-coronel PM de nome Valterlei,  diz que ouviu “com muita preocupação a fala do capitão, tecendo acusações desnecessárias, inoportunas  e que não retratam a verdadeira realidade”.O oficial superior ressalta que os policiais civil e militar são companheiros inseparáveis. “Quero deixar o meu pedido de desculpas aos valorosos companheiros da Polícia Civil”. Ele enfatiza que Valentim tem o dever de pedir desculpas a Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

SINPOL-RN repudia declaração do capitão Styvenson sobre policiais civis

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O SINPOL-RN vem a público expressar seu total repúdio a recente declaração dada pelo capitão Styvenson Valentim a respeito dos policiais civis do Rio Grande do Norte.

Em áudio divulgado nas redes sociais, o oficial da PM potiguar ataca policiais civis dizendo que estes “ganham muito bem para não fazer nada”.

Tal declaração é despropositada e, principalmente, desrespeitosa para com uma categoria que tanto faz pela segurança pública do Rio Grande do Norte.

Ao contrário do que pensa e declara o capitão Styvenson, os policiais civis trabalham duro diariamente, mesmo sem muitas vezes disporem de condições e estrutura adequada.

Acontece que, ao contrário do próprio capitão Styvenson, os policiais civis não usam a mídia para promoção pessoal e nem para expor o trabalho que é feito diariamente.

Os policiais civis trabalham de maneira silenciosa, usando de inteligência e ferramentas investigativas.

O SINPOL-RN respeita o trabalho desenvolvido pela equipe do capitão Styvenson na Lei Seca, mas ressalta que a opinião dele sobre a categoria policial civil não condiz com a realidade.

Reforçamos que se o referido oficial teve qualquer problema com algum integrante da Polícia Civil que procure as esferas competentes para tentar solucionar tal problema, ao invés de usar redes sociais para atacar toda uma classe profissional.

Reiteramos nossa estima a todas as instituições que fazem a Segurança Pública do Rio Grande do Norte com a certeza de que o posicionamento e comportamento do capitão Styvenson não é uma regra dentro da Polícia Militar. Os policiais civis, assim como militares, federais ou rodoviários merecem respeito do capitão Styvenson e de todos os cidadãos.

Por fim, frisamos que em nome de todos os policiais civis iremos tomar medidas cabíveis para exigir, no mínimo, uma retratação por parte do capitão Styvenson.

SINPOL-RN